É comum ouvir histórias de pessoas que mantinham uma rotina saudável — se alimentavam bem, praticavam exercícios, não fumavam — e, ainda assim, sofreram um infarto.
Mas afinal, como isso é possível?

A verdade é que o coração é influenciado por muitos fatores, e nem todos estão sob o nosso controle direto.
Há causas silenciosas que podem aumentar o risco cardiovascular, mesmo em quem leva uma vida equilibrada.

1. A genética também fala alto

Algumas pessoas nascem com uma predisposição genética para desenvolver doenças cardíacas, como colesterol alto, hipertensão ou diabetes, mesmo mantendo bons hábitos.
Essas condições podem permanecer silenciosas por anos — até que, diante de um gatilho (como estresse intenso, esforço físico extremo ou pico de pressão), o infarto acontece.

2. Colesterol e inflamação silenciosa

O colesterol é um dos grandes vilões quando não está controlado. Mesmo níveis discretamente elevados de LDL (o “colesterol ruim”) podem, ao longo do tempo, provocar o acúmulo de placas nas artérias — a aterosclerose.
Essas placas podem se romper de forma inesperada, bloqueando o fluxo sanguíneo e causando um infarto.

Além disso, a inflamação crônica de baixo grau — muitas vezes associada ao estresse, à má qualidade do sono e ao estilo de vida moderno — potencializa esse processo, mesmo em quem se alimenta bem.

3. O papel do estresse

O estresse emocional é um dos fatores mais subestimados na saúde cardiovascular.
Ele provoca descargas hormonais que aumentam a pressão arterial, aceleram o coração e causam contrações nas artérias.
Com o tempo, isso favorece o desgaste vascular e pode precipitar um evento cardíaco.

4. Nem todo exercício é sinônimo de proteção

Praticar atividade física é essencial — mas quando feita sem acompanhamento adequado, pode se tornar um risco.
Treinos intensos, falta de repouso e ausência de avaliação cardiológica prévia são fatores que, em pessoas predispostas, podem desencadear arritmias ou infartos.

5. A importância da prevenção personalizada

Cada coração tem sua história.
Por isso, a melhor estratégia é unir hábitos saudáveis a um acompanhamento médico regular.
Exames como o eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e dosagem de colesterol ajudam a detectar riscos antes que se tornem problemas reais.

🩺 Mesmo quem se sente bem precisa cuidar da saúde cardiovascular com regularidade.
A prevenção é o que transforma bons hábitos em verdadeira proteção.


Dr. Artur Dal Bó — Cardiologia e Prevenção
Cuidar do coração é cuidar da vida.

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