
Durante muito tempo, acreditou-se que ter o colesterol “bom” (HDL) elevado compensaria um colesterol “ruim” (LDL) alto.
Mas, segundo a cardiologia moderna, essa é uma ideia ultrapassada.
O equilíbrio entre os dois é importante, mas um não anula o efeito do outro.
Vamos entender o porquê.
O colesterol é uma substância gordurosa essencial para o funcionamento do corpo.
Ele participa da produção de hormônios, da vitamina D e da formação das membranas celulares.
Mas ele se divide em dois principais tipos:
Mesmo que o HDL esteja em bons níveis, o LDL alto continua sendo um fator de risco importante para doenças cardiovasculares.
Isso acontece porque:
Em outras palavras: não adianta ter o “bom” alto se o “ruim” também estiver elevado.
Estudos recentes demonstram que o HDL alto por si só não garante proteção, e que baixar o LDL continua sendo a principal meta para prevenir infarto e AVC.
A meta ideal varia conforme o perfil do paciente:
✅ Evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas;
✅ Inclua fibras, frutas, verduras e peixes ricos em ômega-3;
✅ Pratique atividade física regularmente;
✅ Não fume;
✅ Faça exames periódicos e acompanhamento com o cardiologista.
Mito: o colesterol “bom” alto não compensa o “ruim” elevado.
Os dois precisam estar dentro de faixas saudáveis para garantir proteção real ao coração.
O acompanhamento médico é essencial para definir metas personalizadas e estratégias seguras para o controle do colesterol.
Dr. Artur Dal Bó – Cardiologia e Prevenção
Cuidar do coração é cuidar da vida.