A prática regular de atividade física é uma das principais aliadas da saúde cardiovascular. Ela ajuda a fortalecer o coração, melhora a circulação, auxilia no controle da pressão arterial, reduz o colesterol, controla o peso e diminui o risco de complicações.

Mas uma dúvida muito comum entre pacientes é: quem já tem um problema no coração pode fazer exercícios? E qual é o mais indicado?

A resposta é que, na maioria dos casos, sim, mas a escolha da atividade deve ser individualizada e orientada por um médico.

Exercício faz bem para quem tem doença cardíaca?

Na maior parte dos casos, sim. Hoje sabemos que a prática de atividade física, quando realizada de forma segura e supervisionada, faz parte do tratamento de muitas doenças cardiovasculares.

Os benefícios incluem:

Além disso, pessoas fisicamente ativas tendem a apresentar menor risco de novos eventos cardiovasculares.

Qual exercício costuma ser mais indicado?

Não existe um único exercício ideal para todos. A escolha depende da idade, do condicionamento físico, da doença cardíaca existente e da presença de outras condições de saúde.

De forma geral, os mais recomendados são:

Caminhada

É uma das atividades mais seguras e acessíveis para grande parte dos pacientes. Ajuda a melhorar o condicionamento cardiovascular sem causar impacto elevado nas articulações.

Bicicleta

Pedalar, seja ao ar livre ou em bicicleta ergométrica, pode melhorar a resistência física e contribuir para o controle da pressão arterial e do peso.

Natação e hidroginástica

São excelentes opções para pessoas que também apresentam limitações nas articulações, pois reduzem o impacto durante a prática.

Musculação

Ao contrário do que muitos pensam, a musculação também pode ser indicada para pacientes cardíacos.

Quando realizada com cargas adequadas e orientação profissional, ajuda a fortalecer a musculatura, melhora a capacidade funcional e complementa os exercícios aeróbicos.

Quem precisa de avaliação antes de iniciar os exercícios?

Algumas pessoas devem passar por uma avaliação cardiológica antes de começar ou intensificar a prática de atividade física, especialmente se apresentarem:

A avaliação permite identificar possíveis riscos e orientar a intensidade mais adequada para cada caso.

Exercício intenso é sempre melhor?

Não.

Mais importante do que a intensidade é a regularidade e a segurança.

Exercícios muito intensos podem não ser indicados para algumas pessoas com doenças cardiovasculares. O ideal é seguir um plano de atividades adaptado às necessidades individuais.

O acompanhamento faz diferença

Em alguns casos, o cardiologista pode solicitar exames, como eletrocardiograma, teste ergométrico ou ecocardiograma, antes da liberação para atividades mais intensas.

Esse cuidado ajuda a garantir que o exercício seja um aliado da saúde, e não um fator de risco.

Conclusão

A atividade física é uma das ferramentas mais importantes para proteger o coração e melhorar a qualidade de vida, inclusive para quem já possui uma doença cardiovascular.

No entanto, o melhor exercício é aquele que respeita as condições de saúde de cada pessoa e é realizado com orientação adequada.

Se você tem alguma doença cardíaca ou apresenta sintomas durante o esforço, converse com um cardiologista antes de iniciar uma nova rotina de exercícios.

Dr. Artur Dal Bó — Cardiologia e Prevenção

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