
A prática regular de atividade física é uma das principais aliadas da saúde cardiovascular. Ela ajuda a fortalecer o coração, melhora a circulação, auxilia no controle da pressão arterial, reduz o colesterol, controla o peso e diminui o risco de complicações.
Mas uma dúvida muito comum entre pacientes é: quem já tem um problema no coração pode fazer exercícios? E qual é o mais indicado?
A resposta é que, na maioria dos casos, sim, mas a escolha da atividade deve ser individualizada e orientada por um médico.
Na maior parte dos casos, sim. Hoje sabemos que a prática de atividade física, quando realizada de forma segura e supervisionada, faz parte do tratamento de muitas doenças cardiovasculares.
Os benefícios incluem:
Além disso, pessoas fisicamente ativas tendem a apresentar menor risco de novos eventos cardiovasculares.
Não existe um único exercício ideal para todos. A escolha depende da idade, do condicionamento físico, da doença cardíaca existente e da presença de outras condições de saúde.
De forma geral, os mais recomendados são:
É uma das atividades mais seguras e acessíveis para grande parte dos pacientes. Ajuda a melhorar o condicionamento cardiovascular sem causar impacto elevado nas articulações.
Pedalar, seja ao ar livre ou em bicicleta ergométrica, pode melhorar a resistência física e contribuir para o controle da pressão arterial e do peso.
São excelentes opções para pessoas que também apresentam limitações nas articulações, pois reduzem o impacto durante a prática.
Ao contrário do que muitos pensam, a musculação também pode ser indicada para pacientes cardíacos.
Quando realizada com cargas adequadas e orientação profissional, ajuda a fortalecer a musculatura, melhora a capacidade funcional e complementa os exercícios aeróbicos.
Algumas pessoas devem passar por uma avaliação cardiológica antes de começar ou intensificar a prática de atividade física, especialmente se apresentarem:
A avaliação permite identificar possíveis riscos e orientar a intensidade mais adequada para cada caso.
Não.
Mais importante do que a intensidade é a regularidade e a segurança.
Exercícios muito intensos podem não ser indicados para algumas pessoas com doenças cardiovasculares. O ideal é seguir um plano de atividades adaptado às necessidades individuais.
Em alguns casos, o cardiologista pode solicitar exames, como eletrocardiograma, teste ergométrico ou ecocardiograma, antes da liberação para atividades mais intensas.
Esse cuidado ajuda a garantir que o exercício seja um aliado da saúde, e não um fator de risco.
A atividade física é uma das ferramentas mais importantes para proteger o coração e melhorar a qualidade de vida, inclusive para quem já possui uma doença cardiovascular.
No entanto, o melhor exercício é aquele que respeita as condições de saúde de cada pessoa e é realizado com orientação adequada.
Se você tem alguma doença cardíaca ou apresenta sintomas durante o esforço, converse com um cardiologista antes de iniciar uma nova rotina de exercícios.
Dr. Artur Dal Bó — Cardiologia e Prevenção
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