Pressão baixa: o que causa o teto preto? A sensação de “teto preto”, escurecimento da visão ou quase desmaio é um sintoma relativamente comum e, na maioria das vezes, está relacionada a uma queda momentânea da pressão arterial.Esse fenômeno ocorre quando há redução temporária do fluxo de sangue para o cérebro, fazendo com que a visão escureça por alguns segundos. Embora muitas vezes seja benigno, o sintoma merece atenção, especialmente quando acontece com frequência. O que é o “teto preto”? O “teto preto” é uma forma popular de descrever a pré-síncope, ou seja, a sensação de que se vai desmaiar, sem chegar à perda completa da consciência.Ele acontece quando o cérebro recebe menos oxigênio por um curto período. Principais causas da pressão baixa associada ao sintoma 🩺 Hipotensão postural (ou ortostática)Ocorre ao levantar-se rapidamente da posição sentada ou deitada. O corpo demora a ajustar a pressão, causando queda transitória do fluxo cerebral. 🩺 DesidrataçãoA ingestão insuficiente de líquidos reduz o volume de sangue circulante, favorecendo a queda da pressão. 🩺 Jejum prolongadoPode levar à queda de glicose e de pressão, principalmente em pessoas mais sensíveis. 🩺 Calor excessivoO calor provoca dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode reduzir a pressão arterial. 🩺 Uso de medicamentosAlguns remédios para pressão, diuréticos, antidepressivos e vasodilatadores podem causar episódios de hipotensão. 🩺 Arritmias cardíacasAlterações no ritmo do coração podem comprometer o bombeamento adequado de sangue. 🩺 Problemas cardíacos ou neurológicosEm casos menos comuns, o sintoma pode estar relacionado a doenças que afetam o controle da pressão arterial. Quando o “teto preto” merece investigação Procure avaliação médica se o sintoma:⚠️ Acontecer com frequência⚠️ Vier acompanhado de desmaios⚠️ Surgir junto com palpitações, dor no peito ou falta de ar⚠️ Ocorrer durante esforço físico Esses sinais podem indicar a necessidade de uma investigação mais aprofundada. Como prevenir episódios de pressão baixa 🩺 Levantar-se lentamente🩺 Manter boa hidratação🩺 Evitar longos períodos em jejum🩺 Ajustar medicamentos com orientação médica🩺 Realizar acompanhamento cardiológico regular Conclusão Na maioria das vezes, o “teto preto” está relacionado a quedas transitórias da pressão arterial e não representa gravidade imediata.No entanto, quando recorrente, é um sinal de que o organismo não está se adaptando adequadamente e precisa ser avaliado. 🩺 Ouvir os sinais do corpo é parte essencial da prevenção cardiovascular. Dr. Artur Dal BóCardiologia e PrevençãoCuidar do coração é cuidar da vida.
Sintomas pré hipertensão.
Sintomas de pré-hipertensão: fique atento aos sinais A pré-hipertensão é uma condição em que os níveis de pressão arterial estão acima do ideal, mas ainda não atingem os valores considerados hipertensão arterial.Apesar de parecer algo inofensivo, ela representa um importante sinal de alerta, pois indica maior risco de desenvolver pressão alta e doenças cardiovasculares no futuro. O principal problema é que, na maioria dos casos, a pré-hipertensão não causa sintomas claros, o que faz com que muitas pessoas só descubram a alteração quando a hipertensão já está instalada. O que é considerado pré-hipertensão? De forma geral, considera-se pré-hipertensão quando a pressão arterial fica de forma repetida em torno de: Esses valores já indicam que o sistema cardiovascular está sob maior esforço. Quais sintomas podem estar associados? Embora não sejam específicos, alguns sinais podem surgir, especialmente quando a pressão oscila com frequência: ⚠️ Dor de cabeça recorrente⚠️ Tontura ou sensação de cabeça pesada⚠️ Cansaço excessivo sem causa aparente⚠️ Palpitações⚠️ Visão embaçada ocasional⚠️ Zumbido no ouvido É importante destacar que esses sintomas não confirmam o diagnóstico, mas indicam a necessidade de investigação. Por que a pré-hipertensão merece atenção? Mesmo sem sintomas, a pré-hipertensão já pode causar danos silenciosos às artérias, aumentando o risco de: Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de prevenção e controle apenas com mudanças no estilo de vida. Como prevenir a progressão para hipertensão 🩺 Reduza o consumo de sal🩺 Pratique atividade física regularmente🩺 Controle o peso corporal🩺 Evite o tabagismo🩺 Modere o consumo de álcool🩺 Gerencie o estresse🩺 Faça acompanhamento cardiológico regular Conclusão A pré-hipertensão é um aviso do corpo.Ignorar esse sinal pode permitir que a pressão alta se instale de forma silenciosa e cause complicações graves. 🩺 Cuidar da pressão hoje é proteger o coração no futuro. Dr. Artur Dal BóCardiologia e PrevençãoCuidar do coração é cuidar da vida.
O que causa a insuficiência cardíaca?
O que causa a insuficiência cardíaca? A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente para suprir as necessidades do organismo.Ela não significa que o coração parou de funcionar, mas sim que está funcionando com menor capacidade, o que compromete órgãos e tecidos. Na maioria dos casos, a insuficiência cardíaca é o resultado final de outras doenças cardiovasculares que não foram diagnosticadas ou tratadas adequadamente ao longo do tempo. Principais causas da insuficiência cardíaca 🩺 Hipertensão arterial (pressão alta)É a causa mais comum. A pressão elevada faz o coração trabalhar contra uma resistência maior, levando ao espessamento e ao enfraquecimento do músculo cardíaco. 🩺 Infarto do miocárdioApós um infarto, parte do músculo do coração pode ser danificada ou perder força, reduzindo a capacidade de bombeamento. 🩺 Doenças das válvulas cardíacasVálvulas que não abrem ou não fecham corretamente sobrecarregam o coração e favorecem o desenvolvimento da insuficiência cardíaca. 🩺 CardiomiopatiasSão doenças que afetam diretamente o músculo cardíaco, podendo ter origem genética, infecciosa, inflamatória, alcoólica ou idiopática. 🩺 Arritmias cardíacasBatimentos muito rápidos, lentos ou irregulares prejudicam o enchimento e a ejeção de sangue pelo coração. 🩺 Diabetes e obesidadeEssas condições contribuem para inflamação crônica, aterosclerose e alterações metabólicas que afetam a função cardíaca. 🩺 Doenças pulmonares crônicasComo a DPOC, que aumentam a pressão sobre o lado direito do coração. 🩺 Uso excessivo de álcool e drogasPodem causar toxicidade direta ao músculo cardíaco, levando à sua disfunção. A insuficiência cardíaca pode ser evitada? Em muitos casos, sim.O controle adequado da pressão arterial, do colesterol, do diabetes, além da adoção de hábitos saudáveis e do acompanhamento cardiológico regular, reduz significativamente o risco de desenvolver a doença. O diagnóstico precoce permite retardar a progressão, melhorar a qualidade de vida e reduzir internações. Conclusão A insuficiência cardíaca não surge de forma isolada.Ela é, na maioria das vezes, consequência de doenças cardíacas mal controladas ao longo dos anos. 🩺 Cuidar do coração hoje é a melhor forma de evitar complicações no futuro. Dr. Artur Dal BóCardiologia e PrevençãoCuidar do coração é cuidar da vida.
Seu corpo dá sinais pré-infarto
Seu corpo dá sinais pré-infarto O infarto raramente acontece sem avisar.Na maioria dos casos, o corpo envia sinais de alerta dias, semanas ou até meses antes de um evento cardíaco grave. O problema é que esses sinais costumam ser ignorados ou confundidos com algo simples do dia a dia. Reconhecer esses sintomas precocemente pode salvar vidas. O que é um pré-infarto? O chamado “pré-infarto” não é um termo médico formal, mas é usado para descrever sintomas que indicam sofrimento do músculo cardíaco, geralmente por redução parcial do fluxo de sangue nas artérias do coração. Essa condição é conhecida como angina instável e pode evoluir para um infarto se não for investigada e tratada. Principais sinais que o corpo pode emitir ⚠️ Dor ou desconforto no peitoSensação de aperto, peso, queimação ou pressão, especialmente durante esforço físico ou estresse emocional. ⚠️ Dor que irradiaA dor pode se espalhar para o braço esquerdo, costas, pescoço, mandíbula ou estômago. ⚠️ Falta de arPode surgir mesmo em atividades leves ou em repouso. ⚠️ Cansaço excessivo e inexplicávelPrincipalmente quando surge de forma súbita e não melhora com descanso. ⚠️ Palpitações ou sensação de coração acelerado ⚠️ Tontura, náusea ou suor frio 👉 Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser mais sutis, como mal-estar, falta de ar ou fadiga intensa, sem dor típica no peito. Por que esses sinais acontecem? Esses sintomas surgem quando o coração não recebe oxigênio suficiente, geralmente por estreitamento das artérias coronárias causado por placas de gordura (aterosclerose). Fatores como hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo, obesidade, estresse e sedentarismo aumentam significativamente esse risco. Quando procurar ajuda imediatamente Procure atendimento de urgência se:🚨 A dor no peito for intensa ou persistente🚨 Vier acompanhada de falta de ar, suor frio ou náusea🚨 Surgir em repouso ou acordar você durante o sono Nessas situações, o tempo é decisivo. A importância da prevenção Muitas doenças cardíacas podem ser identificadas antes de se tornarem graves.Exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e exames laboratoriais ajudam a avaliar o risco cardiovascular e orientar o tratamento adequado. 🩺 Não espere o corpo gritar. Ouça os sinais enquanto ainda é tempo. Conclusão O infarto não costuma ser repentino.Na maioria das vezes, o corpo avisa — e quem escuta, tem mais chances de evitar consequências graves. Cuidar do coração é cuidar da vida. Dr. Artur Dal BóCardiologia e Prevenção
Sopro no coração é sempre caso de cirurgia?
Ouvir do médico que tem um “sopro no coração” costuma gerar medo — afinal, muita gente associa o termo automaticamente a um problema grave que exige cirurgia.Mas a realidade é bem diferente: nem todo sopro é sinal de doença, e a maioria não precisa de cirurgia. O que é o sopro no coração? O “sopro” é um som adicional percebido durante a ausculta cardíaca (quando o médico escuta o coração com o estetoscópio).Ele é causado pela passagem do sangue através das válvulas do coração — e isso nem sempre indica algo anormal. Em muitos casos, o sopro aparece apenas porque o sangue está fluindo mais rapidamente ou com mais força, como acontece em: Esses são os chamados sopros inocentes ou funcionais, e não representam risco à saúde. Quando o sopro precisa de atenção Por outro lado, há sopros que indicam alterações nas estruturas do coração — especialmente nas válvulas cardíacas, que controlam a passagem do sangue entre os compartimentos. Essas alterações podem incluir: Nesses casos, o sopro é um sinal de alerta, e o cardiologista solicita exames como o ecocardiograma para avaliar a gravidade e decidir o melhor tratamento. E a cirurgia? Quando é necessária? A cirurgia só é indicada em casos específicos, quando o problema valvar é grave, causa sintomas importantes (como falta de ar, cansaço, inchaço nas pernas) ou já compromete a função do coração. Em muitos pacientes, o tratamento é feito apenas com acompanhamento regular e medicação, sem necessidade de intervenção cirúrgica. Graças aos avanços da cardiologia, hoje existem também procedimentos minimamente invasivos, que substituem ou reparam válvulas cardíacas sem precisar de cirurgia aberta. O que fazer ao descobrir um sopro ➡️ Não se assuste. O sopro é apenas um sinal que precisa ser avaliado — não um diagnóstico.➡️ Procure um cardiologista. Ele vai investigar a causa, a intensidade e a repercussão do sopro.➡️ Mantenha o acompanhamento. Mesmo sopros inocentes devem ser reavaliados periodicamente. Conclusão 🩺 Nem todo sopro é doença — e muito menos um caso de cirurgia.O mais importante é entender o motivo e acompanhar com um especialista para garantir que o coração siga funcionando bem. Dr. Artur Dal Bó – Cardiologia e PrevençãoCuidar do coração é cuidar da vida.
Colesterol alto bom compensa o ruim: mito ou verdade?
Durante muito tempo, acreditou-se que ter o colesterol “bom” (HDL) elevado compensaria um colesterol “ruim” (LDL) alto.Mas, segundo a cardiologia moderna, essa é uma ideia ultrapassada.O equilíbrio entre os dois é importante, mas um não anula o efeito do outro. Vamos entender o porquê. O que é o colesterol, afinal? O colesterol é uma substância gordurosa essencial para o funcionamento do corpo.Ele participa da produção de hormônios, da vitamina D e da formação das membranas celulares. Mas ele se divide em dois principais tipos: Por que o HDL alto não compensa o LDL elevado? Mesmo que o HDL esteja em bons níveis, o LDL alto continua sendo um fator de risco importante para doenças cardiovasculares. Isso acontece porque: Em outras palavras: não adianta ter o “bom” alto se o “ruim” também estiver elevado. O que a ciência mostra hoje Estudos recentes demonstram que o HDL alto por si só não garante proteção, e que baixar o LDL continua sendo a principal meta para prevenir infarto e AVC. A meta ideal varia conforme o perfil do paciente: Como manter o colesterol em equilíbrio ✅ Evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas;✅ Inclua fibras, frutas, verduras e peixes ricos em ômega-3;✅ Pratique atividade física regularmente;✅ Não fume;✅ Faça exames periódicos e acompanhamento com o cardiologista. Conclusão Mito: o colesterol “bom” alto não compensa o “ruim” elevado.Os dois precisam estar dentro de faixas saudáveis para garantir proteção real ao coração. O acompanhamento médico é essencial para definir metas personalizadas e estratégias seguras para o controle do colesterol. Dr. Artur Dal Bó – Cardiologia e PrevençãoCuidar do coração é cuidar da vida.
Dor no peito, exames normais: pode ser do coração mesmo assim?
Sentir dor no peito é sempre motivo de preocupação.Quando os exames vêm normais, a sensação pode ser de alívio — mas também de dúvida: “Se está tudo certo, por que continuo sentindo?” A resposta é que, sim, é possível ter dor no peito relacionada ao coração mesmo com exames iniciais normais.Entenda o porquê. 1. Nem todo problema cardíaco aparece nos primeiros exames Os exames básicos — como eletrocardiograma, teste ergométrico ou até mesmo o ecocardiograma — são excelentes ferramentas, mas nem sempre identificam alterações sutis, especialmente quando o sintoma não está presente no momento da avaliação. Algumas condições, como doença microvascular (alteração dos pequenos vasos do coração) ou angina variante (de Prinzmetal), podem causar dor torácica sem alterações nos exames convencionais.Nesses casos, o fluxo de sangue para o músculo cardíaco pode ser temporariamente reduzido, gerando dor, mesmo sem obstruções nas artérias principais. 2. O papel do estresse e da ansiedade O coração reage intensamente às emoções.O estresse e a ansiedade podem provocar taquicardia, tensão muscular e alterações na respiração, gerando dores torácicas muito semelhantes às cardíacas.Nessas situações, o problema não está na estrutura do coração, mas na forma como o corpo responde a estímulos emocionais. Embora a causa seja funcional, isso não significa que deve ser ignorado — é um alerta de que o organismo está sobrecarregado e precisa de equilíbrio. 3. Outras causas possíveis de dor no peito Além das causas cardíacas, há diversos outros fatores que podem gerar dor nessa região, como: Por isso, a avaliação médica completa é indispensável — o diagnóstico correto é o primeiro passo para o tratamento adequado. 4. Quando a dor no peito merece atenção imediata Procure atendimento de urgência se a dor for:⚠️ Intensa, em aperto ou que irradia para o braço, mandíbula ou costas;⚠️ Acompanhada de falta de ar, suor frio, náusea ou tontura;⚠️ Surgir em repouso ou durante o sono. Esses podem ser sinais de infarto ou angina instável, condições que exigem atendimento rápido. 5. A importância do acompanhamento cardiológico Mesmo quando os exames parecem normais, o acompanhamento com o cardiologista é essencial.Ele avalia o histórico, o estilo de vida e solicita exames complementares se necessário — como tomografia de coronárias, ressonância cardíaca ou cintilografia miocárdica. 🩺 Ouvir o seu corpo é o primeiro passo. Investigar é o segundo.Nem toda dor no peito é grave — mas toda dor no peito merece atenção. Dr. Artur Dal Bó – Cardiologia e PrevençãoCuidar do coração é cuidar da vida.
Tem gente que come bem, se exercita e infarta. Por quê?
É comum ouvir histórias de pessoas que mantinham uma rotina saudável — se alimentavam bem, praticavam exercícios, não fumavam — e, ainda assim, sofreram um infarto.Mas afinal, como isso é possível? A verdade é que o coração é influenciado por muitos fatores, e nem todos estão sob o nosso controle direto.Há causas silenciosas que podem aumentar o risco cardiovascular, mesmo em quem leva uma vida equilibrada. 1. A genética também fala alto Algumas pessoas nascem com uma predisposição genética para desenvolver doenças cardíacas, como colesterol alto, hipertensão ou diabetes, mesmo mantendo bons hábitos.Essas condições podem permanecer silenciosas por anos — até que, diante de um gatilho (como estresse intenso, esforço físico extremo ou pico de pressão), o infarto acontece. 2. Colesterol e inflamação silenciosa O colesterol é um dos grandes vilões quando não está controlado. Mesmo níveis discretamente elevados de LDL (o “colesterol ruim”) podem, ao longo do tempo, provocar o acúmulo de placas nas artérias — a aterosclerose.Essas placas podem se romper de forma inesperada, bloqueando o fluxo sanguíneo e causando um infarto. Além disso, a inflamação crônica de baixo grau — muitas vezes associada ao estresse, à má qualidade do sono e ao estilo de vida moderno — potencializa esse processo, mesmo em quem se alimenta bem. 3. O papel do estresse O estresse emocional é um dos fatores mais subestimados na saúde cardiovascular.Ele provoca descargas hormonais que aumentam a pressão arterial, aceleram o coração e causam contrações nas artérias.Com o tempo, isso favorece o desgaste vascular e pode precipitar um evento cardíaco. 4. Nem todo exercício é sinônimo de proteção Praticar atividade física é essencial — mas quando feita sem acompanhamento adequado, pode se tornar um risco.Treinos intensos, falta de repouso e ausência de avaliação cardiológica prévia são fatores que, em pessoas predispostas, podem desencadear arritmias ou infartos. 5. A importância da prevenção personalizada Cada coração tem sua história.Por isso, a melhor estratégia é unir hábitos saudáveis a um acompanhamento médico regular.Exames como o eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e dosagem de colesterol ajudam a detectar riscos antes que se tornem problemas reais. 🩺 Mesmo quem se sente bem precisa cuidar da saúde cardiovascular com regularidade.A prevenção é o que transforma bons hábitos em verdadeira proteção. Dr. Artur Dal Bó — Cardiologia e PrevençãoCuidar do coração é cuidar da vida.
Palpitação: sempre é sinal de problema no coração?
Sentir o coração bater mais rápido ou de forma irregular pode ser assustador. Muitas pessoas acreditam que a palpitação é sempre sinal de um problema cardíaco grave, mas nem sempre é assim. Vamos entender melhor o que é a palpitação, por que ela acontece e quando é hora de procurar ajuda médica. O que é palpitação? A palpitação é a percepção consciente dos batimentos do coração. Em condições normais, o coração bate cerca de 60 a 100 vezes por minuto em repouso, e nós nem percebemos.Quando sentimos o coração acelerado, batendo forte, irregular ou com “saltos”, estamos experimentando uma palpitação. Causas comuns e benignas da palpitação Nem toda palpitação é sinal de doença. Muitas vezes, ela é provocada por fatores simples do dia a dia, como: Nesses casos, a palpitação costuma ser passageira e desaparece quando a causa é controlada. Quando a palpitação merece atenção Em alguns casos, a palpitação pode indicar alterações no ritmo cardíaco (arritmias) ou outros problemas de saúde. Procure um médico se a palpitação vier acompanhada de: Esses sintomas podem sinalizar problemas cardíacos e exigem avaliação imediata. O que fazer ao sentir palpitações Conclusão A palpitação não deve ser ignorada, mas também não é sinônimo de problema no coração. Em muitos casos, é apenas a resposta natural do organismo a situações cotidianas.No entanto, a avaliação médica é fundamental para diferenciar palpitações benignas de alterações cardíacas que precisam de tratamento. Cuidar do coração é investir na sua qualidade de vida. Se notar palpitações frequentes ou associadas a outros sintomas, agende uma consulta com um especialista.
Sal escondido nos alimentos
Quando pensamos em excesso de sal, logo imaginamos aquele que colocamos na comida com a colher.Mas a maior parte do sal consumido no dia a dia não vem do saleiro.Ele está “escondido” em diversos alimentos industrializados e ultraprocessados — e isso pode trazer riscos importantes para a saúde, especialmente do coração. Por que o sal em excesso é um problema? O sal é formado principalmente por sódio, um mineral essencial para o funcionamento do organismo.O problema é que, em excesso, o sódio favorece a retenção de líquidos e aumenta a pressão arterial, sobrecarregando o coração e os rins. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda consumir menos de 5 gramas de sal por dia (o equivalente a uma colher de chá).No entanto, a maioria das pessoas ultrapassa esse valor sem perceber. Onde o sal está escondido? O sal que usamos para temperar os alimentos representa apenas uma parte da ingestão diária.Grande parte do sódio está presente, de forma “oculta”, em produtos industrializados, como: 🥫 Enlatados (milho, ervilha, atum, molhos)🥪 Pães, torradas e bisnaguinhas🍟 Snacks e salgadinhos🍲 Temperos prontos e caldos industrializados🧀 Embutidos (presunto, peito de peru, salsicha, linguiça)🥤 Refrigerantes e bebidas prontas Esses alimentos muitas vezes têm sabor que não parece “salgado”, mas contêm grande quantidade de sódio. Impactos do sal escondido na saúde O consumo elevado de sódio está associado a:⚠️ Hipertensão arterial – principal fator de risco para infarto e AVC⚠️ Doenças cardiovasculares – aumento da carga sobre o coração⚠️ Problemas renais – maior esforço dos rins para eliminar o excesso de sódio⚠️ Retenção de líquidos – inchaço nas pernas, tornozelos e mãos A longo prazo, esses problemas podem comprometer seriamente a saúde e a qualidade de vida. Como reduzir o consumo de sal? Diminuir o sal não significa abrir mão do sabor.Algumas atitudes simples fazem grande diferença:✅ Ler os rótulos e comparar os níveis de sódio entre marcas✅ Priorizar alimentos naturais e frescos (frutas, legumes, grãos)✅ Usar temperos naturais (ervas, alho, cebola, limão) para realçar o sabor✅ Evitar consumo frequente de alimentos industrializados✅ Reduzir gradualmente o uso do sal de cozinha O coração agradece Controlar o consumo de sal é um passo fundamental para prevenir doenças cardiovasculares e manter a pressão arterial em níveis saudáveis. A mudança de hábitos é ainda mais eficaz quando combinada com acompanhamento médico e check-ups regulares. 🩺 Dr. Artur Dal Bó — Cardiologista📍 Atendimento em Balneário Camboriú e Brusque🗓️ Agende sua consulta e descubra como cuidar melhor do seu coração